DC Universe Rebirth e a Era New 52
Em cada retrospectiva, analisamos uma edição de quadrinhos de 10/25/50 anos atrás (além de um curinga todo mês com uma quinta semana). Desta vez, estou trazendo um “curinga” de maio de 2016, a introdução do DC Universe Rebirth. O universo dos quadrinhos está repleto de exemplos de roteiristas abordando questões de enredos passados. Já destaquei MUITOS exemplos ao longo dos anos, desde Chris Claremont fazendo Ms. Marvel criticar os Vingadores sobre os eventos de Avengers #200 até John Byrne revelando que o Doutor Destino que apareceu em uma edição recente de Uncanny X-Men era um Doom-bot. No entanto, o que vemos MENOS frequentemente é um escritor apontando os problemas de algumas de suas PRÓPRIAS obras, e é isso que fez a edição #1 do DC Universe Rebirth se destacar tanto em maio de 2016, já que Geoff Johns, a figura mais próxima de um arquiteto que a DC teve na era New 52, trouxe uma edição que se concentrava principalmente em desmantelar os problemas dessa fase.
O que foi o Conflito Central do DC Universe Rebirth? Como você pode ou não se lembrar, o conceito da New 52 foi que, após o evento de crossover, Flashpoint (que envolve Barry Allen alterando a realidade na tentativa de impedir que um Professor Zoom viajante do tempo mate sua mãe no passado), o Universo DC foi, de fato, reiniciado, com todos muito mais jovens e toda a sua história condensada em um período de cinco anos. Isso, claro, tornou os sidekicks adolescentes algo complicado de encaixar na linha do tempo, pois como, por exemplo, Barry Allen poderia ser um jovem e ainda ter um sidekick adolescente que assumiu como Flash quando Barry foi morto? Nenhuma dessas histórias fazia sentido nesta nova continuidade, e assim, Wally West foi simplesmente apagado da história, com um novo Wally West mais jovem (e negro) sendo introduzido. (Na série de TV, The Flash, Wally West era negro, então funcionou como uma conexão também.) Assim, nesta edição, encontramos Wally, que foi apagado da existência, mas curiosamente, Wally lidou com esse tipo de situação tantas vezes ao longo dos anos que ele está, na verdade, bem tranquilo sobre isso.
Ele tenta entrar nesta realidade, mas não consegue, já que as pessoas que encontra, como Batman, simplesmente não possuem uma conexão forte o suficiente com Wally para trazê-lo de volta à existência. Um personagem conhecido como Pandora iria desempenhar ALGUM papel na New 52, mas Johns a coloca em conflito com o mestre de toda essa trama, que a vaporiza de uma maneira bem familiar… Wally West busca Linda Park, sua esposa na realidade anterior. Se alguém fosse ser um âncora para ele, seria ela, mas, infelizmente, ela não o reconhece…
Ao longo da história, Johns destaca especificamente como a era New 52 é uma espécie de período “deformado” que nos roubou muito. Johns, assim como qualquer escritor da DC, era um grande fã da história da DC, mas, claro, ele tinha uma missão a cumprir, então ajudou a criar a New 52 e fez o melhor que pôde (afinal, foi um grande sucesso de vendas), e sua história de origem da Liga da Justiça com Jim Lee provou ser a base principal para o filme da Liga da Justiça. Foi interessante ver ambos os lados de Johns nesta narrativa. O cara que deu à DC exatamente o que ela queria com a New 52, mas também o cara que sabia que, após cinco anos, as pessoas desejavam algo mais próximo do passado da DC, e assim, Johns faz isso em uma história muito emocional.
Como Wally West Retornou ao Universo DC?
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