5 Jogos Icônicos do PS1 Que Não São Tão Bons Quanto Você Lembra

Revisitando os clássicos do PS1, percebemos que nem todos os jogos resistem ao tempo. Descubra quais deles não são tão bons quanto você se lembrava.

Tomb Raider é um Relíquia do Passado

Lara Croft se tornou uma das protagonistas mais icônicas dos videogames, e sua jornada começou com o primeiro Tomb Raider em 1996. A aventura inicial a levou a buscar artefatos antigos relacionados à lendária cidade de Atlântida, estabelecendo um novo padrão para jogos de ação e aventura em 3D, inspirando franquias futuras como Uncharted. Revisitá-lo anos depois pode ser uma experiência difícil, especialmente com as melhorias que as sequências trouxeram ao gameplay. Os controles são desajeitados, especialmente ao navegar por níveis labirínticos e resolver quebra-cabeças. A interação com o mundo, seja na exploração ou no combate, se torna complicada, especialmente quando a câmera atrapalha. O Tomb Raider original foi um marco por suas inovações no gênero de aventura, e isso não deve ser ofuscado por seus controles e visuais ultrapassados. Com um remake programado para 2027, resta saber que melhorias serão trazidas para a primeira aventura de Lara.

Resident Evil Parece um Zumbi de Si Mesmo

A misteriosa Mansão Spencer foi o cenário de Resident Evil, uma obra-prima do survival horror que misturou encontros tensos com zumbis a quebra-cabeças intrincados que precisam ser resolvidos para escapar do pesadelo. Jogando como Jill Valentine ou Chris Redfield, os jogadores enfrentam uma experiência intensa. Apesar de sua iconicidade, é inegável que Resident Evil não envelheceu bem. Os controles tipo tanque são uma mistura, especialmente quando comparados ao movimento mais fluido de jogos mais novos. A exploração da mansão pode ser complicada, já que os ângulos de câmera fixos dificultam a mira em inimigos, e os tempos de carregamento entre os cômodos tornam o retrocesso demorado. Por fim, embora Resident Evil nunca tenha se levado muito a sério, a péssima dublagem é uma comédia involuntária que não funciona.

Tony Hawk’s Pro Skater Foi Revolucionário Nos Anos 2000

O primeiro jogo de Tony Hawk’s Pro Skater revolucionou o gênero de jogos de esportes. Com vários skatistas profissionais explorando locais ao redor do mundo, realizando manobras insanas e marcando pontos altos. Foi o início de uma das maiores franquias de sucesso do início dos anos 2000, trazendo a cultura punk do skate para o mainstream. Como o primeiro jogo da série, o número de manobras que os jogadores podiam realizar era limitado. Muitas das melhores extensões de combos, como transfers e reverts, não estavam presentes. O modo carreira principal, onde os jogadores têm um tempo limitado para completar objetivos em um nível, também é muito diferente das entradas mais voltadas para a história que viriam depois. Aqueles que buscam relembrar o Tony Hawk’s Pro Skater original ficarão satisfeitos com a simplicidade e diversão que o skate proporcionava. No entanto, quem procura mais profundidade no gameplay deve considerar as versões posteriores.

Tekken Tem Lutado por Longo Tempo

Após fazer sucesso nas arcadas, Tekken chegou ao PlayStation e estabeleceu um novo padrão para jogos de luta em 3D. Apresentando um grupo de personagens excêntricos lutando em um torneio organizado por Heihachi Mishima, que deve enfrentar seu filho Kazuya após quase matá-lo, além de vários outros lutadores e chefes que se tornariam clássicos da série anos depois. Com um pequeno elenco de 18 personagens, muitos dos quais são subchefes que compartilham movimentos com seus contrapartes heróicos, muitos dos personagens icônicos e estilos de luta das versões posteriores não estão presentes nesta versão. Isso se aplica também à jogabilidade, com combos e mecânicas simplistas que não adicionam muita emoção. Além disso, os visuais são bastante rudimentares, mesmo para um jogo do PlayStation. Ao olhar para o Tekken original, é impressionante notar o quanto a série evoluiu. Desde seu elenco até a narrativa, tudo se tornou maior e melhor, e tudo começou com o clássico das arcadas.

Crash Bandicoot Não Estava Pulando Muito Alto

A PlayStation teve muitos rostos ao longo dos anos, mas o primeiro deles foi Crash Bandicoot. Em seu jogo de plataforma de estreia, o personagem-título deve resgatar sua namorada das garras do maligno Dr. Cortex, que planeja dominar o mundo. O jogo apresentou algumas das seções de plataforma mais intensas já criadas, com muitos jogadores o considerando um dos mais desafiadores já feitos. O design dos níveis alterna entre terceira pessoa e side-scrolling, onde evitar inimigos e quebrar caixas é a chave. Comparado a jogos posteriores, os níveis de Crash Bandicoot são um pouco básicos e podem não surpreender aqueles que já passaram por este jogo ou suas remasterizações. Controlar o próprio Crash pode parecer bastante rígido, uma vez que o jogo não suporta controles analógicos, limitando os jogadores às quatro direções do D-pad durante toda a jogatina. Crash Bandicoot teve seus altos e baixos ao longo dos anos, mas continua sendo um dos melhores protagonistas dos videogames. Sua aventura original pode ser um produto de seu tempo, mas ainda conseguiu ser um ótimo jogo na época.

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RobNerd
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