Os desenvolvedores foram alvo de indignação ao escolher Yasuke, o primeiro samurai negro, como protagonista principal de Assassin’s Creed Shadows. Mas a Ubisoft acertadamente reafirmou sua decisão, afirmando que este período da história foi um ponto crucial para o Japão, e eles queriam que os fãs explorassem a terra pelos olhos de um estrangeiro, como se estivessem visitando pela primeira vez. Agora que Shadows foi lançado, está claro que essa decisão valeu a pena. O jogo está longe de ser perfeito, mas como todos os seus antecessores, faz um trabalho fantástico ao recriar a era em que está ambientado e oferece aos jogadores a precisão histórica pela qual a série é conhecida.
Assassin’s Creed Sempre se Destacou pela Precisão Histórica
Shadows traz com sucesso o Japão feudal à vida
Como em todos os outros jogos da série Assassin’s Creed, Shadows foca na antiga luta entre a Irmandade dos Assassinos e a Ordem dos Templários. Mas desta vez, o confronto épico acontece em um cenário que os fãs passaram anos pedindo: o Japão feudal. E a Ubisoft acertou em cheio com a única coisa que sabe fazer absolutamente bem. Eles fizeram um trabalho fantástico não apenas retratando o cenário, mas também representando a cultura. Assassin’s Creed Shadows se passa no século dezesseis, perto do final do período Sengoku, e embora seja impossível saber exatamente como era a vida naquela época, este jogo pode ser uma das melhores maneiras de vivenciar esse período.
A franquia Assassin’s Creed sempre foi conhecida por seus cenários únicos e pela capacidade de prestar homenagem ao período histórico que os desenvolvedores escolheram representar. A Ubisoft trouxe a tensão da Revolução Americana à vida em Assassin’s Creed 3. Os jogadores podiam viver a vida de pirata que sempre sonharam em Black Flag. E embora possa estar um pouco inchado, Valhalla é o único jogo disponível hoje que permite aos jogadores se tornarem um viking implacável e saquear terras à vontade.
A dedicação da Ubisoft à representação e à precisão histórica até gerou rumores após o incêndio na Catedral de Notre Dame, em Paris, com alguns afirmando que os desenvolvedores ajudaram na reconstrução da catedral danificada usando scans e dados de Assassin’s Creed Unity. Embora isso tenha se mostrado falso, as pessoas acreditaram porque a Notre Dame no jogo era uma representação tão impressionante e precisa da catedral real.
Assassin’s Creed Shadows é Imperfeito, Mas Consegue Onde Importa
O Mundo Aberto em Shadows É Absolutamente Impressionante
Apesar de os fãs finalmente estarem recebendo o cenário que sempre sonharam, Assassin’s Creed Shadows tem enfrentado críticas desde seu anúncio. Agora que foi lançado, Shadows tem sido amplamente bem-sucedido. O jogo atualmente possui uma média de 81 entre os críticos e 90 entre os jogadores no Open Critic, e alcançou um marco significativo para a série ao atingir dois milhões de jogadores nas primeiras quarenta e oito horas. Mas, apesar dessas conquistas, fãs de longa data da série Assassin’s Creed têm razões legítimas para estarem insatisfeitos com Shadows.
Alguns críticos apontaram problemas na inteligência artificial dos inimigos em Shadows, e também houve reclamações sobre a história do jogo. Para piorar, Assassin’s Creed Shadows está repleto de monetização agressiva e microtransações, que são impostas ao jogador logo de cara. O jogo acerta na parte mais importante de Assassin’s Creed, a precisão histórica, mas comete muitos erros ao longo do caminho.
Assassin’s Creed Shadows recria de forma impressionante o Japão feudal e faz um excelente trabalho ao representar a cultura e o patrimônio desse período, algo que muitos jogos com configurações semelhantes não conseguiram alcançar. Enquanto Rise of the Ronin também se concentra em uma era histórica do Japão, seu mundo pode parecer vazio, o que torna o jogo muito menos imersivo. Shadows tem como único verdadeiro concorrente Ghost of Tsushima, que também conseguiu dar vida a uma parte real da história japonesa.
Há uma sequência de Ghost of Tsushima, Ghost of Yotei, prevista para ser lançada ainda este ano, e quando chegar, os jogadores podem esquecer o mundo criado em Shadows, apesar de sua fidelidade ao Japão da era Sengoku. Enquanto isso, no entanto, os fãs que amam Assassin’s Creed por sua precisão histórica vão querer dar uma olhada mais atenta em Shadows.